Alheio a impasse sobre ida de Muricy, Mano diz que seleção não é seu sonho
Mano Menezes começou o treino desta sexta-feira, no Parque São Jorge, pensando que Muricy Ramalho seria o novo técnico da seleção, mas chegou para a entrevista coletiva informado de que a CBF ainda não assinou com o técnico do Fluminense. O impasse não mudou a postura de Mano, que afirma não ter a seleção como um sonho.
Preterido para o cargo de técnico da seleção, Mano manifestou apoio a Muricy Ramalho, que negocia a ida ao selecionado, e conta que será o mesmo, com ou sem passagem pelo comando da equipe nacional.
Nas dezenas de perguntas feitas nesta sexta-feira com assunto “seleção” sendo tema principal, Mano Menezes demonstrou serenidade. O treinador parte do princípio de que seleção é a “premiação de um trabalho”, mas não fica mentalizando o cargo de técnico do selecionado.
“Não sonho [com seleção]. Não durmo e não acordo pensando nisso. Acordo pensando em fazer o melhor do meu trabalho, e me parece que esse é o caminho que eu devo seguir, como os resultados são muitos bons, apesar da carreira curta, por isso preciso continuar acelerando”.
Para fechar com a seleção, Muricy espera que a CBF pague multa contratual com o Fluminense.
Desde que seu nome foi especulado, o técnico corintiano repetia o discurso de que qualquer reposta favorável à seleção soaria como oferecimento ao cargo.
“Não me interessa falar sobre possibilidades, assim como nunca me interessou falar em possibilidades sem embasamento. Sempre fui claro com vocês de que nunca havia recebido convite. Agora ficou claro que realmente não recebi. Com o Muricy sendo treinador é uma ótima escolha”.
Vinculado ao Corinthians até dezembro de 2011, Mano diz que sua realidade é o time paulista, que enfrenta o Guarani, domingo, às 18h30, no Pacaembu. Sobre a possibilidade de assumir a seleção futuramente, ele despista sobre o interesse.
“É muito subjetivo. Vários fatores podem pesar. Quando eu era técnico da base, dizia aos jovens que vários obstáculos poderiam aparecer no profissional. Era algo incerto. Posso dizer que para treinador não é muito diferente”.