Bruno raspa e queima o cabelo para evitar exame de DNA
Principal suspeito do suposto assassinado de sua ex-amante Eliza Samúdio, o goleiro Bruno tomou uma medida drástica nesta quinta-feira. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais, o jogador raspou e, posteriormente, queimou o seu cabelo no Presídio Nelson Hungria, em Contagem-MG, com objetivo de evitar que os fios fossem utilizados em um exame de DNA, considerado essencial para solucionar o caso.
Durante a manhã desta quinta-feira, Bruno pediu para raspar o cabelo com a máquina três, a qual deixa o cabelo com 10 milímetros de comprimento. No entanto, não satisfeito com o resultado, o goleiro solicitou a mudança do corte para o pente de número 1 (três milímetros). Os fios, dispostos no chão, foram queimados à frente do atleta. Também envolvido no caso, o amigo do jogador, Luiz Henrique Romão (Macarrão), tomou a mesma decisão.
Dessa forma, todos os homens suspeitos de envolvimento no caso - além de Bruno e Macarrão, o ex-policial civil, Marcos Aparecido dos Santos, Bola; Wemerson Marques, Coxinha; Flávio Caetano; e Elenilson Vitor da Silva - realizaram o mesmo procedimento para evitar o exame.
O grupo, que conta também com a esposa do atleta, Dayanne Souza, e o primo de Bruno, chegou nesta quinta-feira no Departamento de Investigações de Belo Horizonte e ficará todo o tempo à disposição da Polícia para o prosseguimento das investigações. Os oito suspeitos do sequestro e suposto assassinato de Eliza Samúdio terão suas impressões digitais colhidas para iniciar o indiciamento dos envolvidos.